terça-feira, 29 de maio de 2012

VOCÊ NUNCA VIU NADA ASSIM!

A cidade estava festiva, afinal, iria receber a “estrela” do teatro brasileiro, Ela, a ninfeta siliconizada, tortura dos homens de “bens”, todos queriam ardentemente vê-la de perto, passear pela geografia do corpo daquela mulher. As damas da sociedade, com as suas curiosidades aguçadas, também queriam apreciar aquela escultura, ver de perto o resultado de um bisturi. Abrem-se os panos, perdão, em teatro moderno as cortinas permanecem abertas e não fechadas. Apaga-se a luz. O ator com uma dicção inaudível, discorre sobre o amor, até que surge de traz do praticável, “ela”, bastou para que os comentários na platéia começassem a surgir: - nossa, ela é pequena! – huum! Está muito vestida, - vai ver que ainda rola, é só o começo. Silêncio absoluto na platéia... cena dramática, atriz sentada no chão, sentindo a carga emocional das palavras do namorado. O público começa vagarosamente a soltar risinhos estranho, a atriz compenetrada..., sem entender o riso, pois a cena era forte. De repente, ela olha para a boca de cena e encontra o seu algoz, pula apressadamente, e aos gritos, sai correndo palco adentro, volta à cena extremamente desestruturada, trêmula, retoma o diálogo... minutos depois, aquele atorzinho insignificante parecia que não queria deixá-la em paz, aparece de novo para o fim do espetáculo, a atriz não agüentou, sumiu de cena. A platéia as gargalhadas ovacionou o incidente. O que era para ser comédia romântica (até hoje não sei bem o significado dessa expressão, mas tudo bem.), virou comédia rasgada, daquelas que o público em questão de minutos propagam aos cantos da cidade: – era um rato, - não, era um porco, -não, era um gato. - não gente, foi apenas um gambazinho que mora no teatro, que saiu para passear. Quanto escândalo! Claudete Jaudy- Cuiabá/mt/ 08/02/06

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