domingo, 15 de janeiro de 2012

ALGUÉM

Noite...
Nas calçadas, há ecos
mãos ligeiras,
passos velozes
vidas rasteiras.

A noite...
Nas esquinas, há sombras
olhares a espreita
palavras mal  ditas
vítimas alheias...

Nas noites...há o grito...
abrigos não dormido
boca de fome
roubo de morte

No sistema... à noite há máquinas
fábrica de vermes sociais.

Nas ruas... á noite há alguém
pexote, pétreo, petulante

De noite...
Há vida, há transeunte
veloz, vesano e vestuto.

  (Claudete Jaudy)

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