sábado, 4 de dezembro de 2010

CRÔNICA DA CASA

Vitgi! Maria! – óia. Gurizada de
hogthê  tão esperto demás!
A guria deu trela pré`lê, pronto! Já é um paca pá ! que só vendo.
Elesfica tudo no cio! Espoleteado
Co`as gurias é a mesma coisa! Elas fala artô , bota peito pra frente, trasero pra traz, bem impinado que é pra chamá atenção. E fica zanzando à noite inteirinha pra cá pra lá.
Pois intão! Quando tão de nomorico, ficá até gira, num concentra a cabeça pra nada, nem tem paciência, é um desassosego que só! Durme tarde, acorda tarde, num comê direito.  A cara fica descabriado.
Pai co mãe atcha que o fio, tá doente ! e o sem vergonha tá cô patxão recolhido... mas também, os pais num conhece mais os fio ... esse negócio de trabaiá demás, esquece de educá fio, vê que`ele ta precisano, acompanhá ele no desenvorvimento da educação,
quando a escola chama pra cunversa, larga tudo vai vê o que ta sucedndo,  sabê onde o fio tá pisano pra num escorregá.
Detcha tudo pro conta da escola. Quá dia! Que professô ta preparado pra sê pai
cô mãe de aluno! Num tá certo isso. Professô já pessoa sofrida, luta com um
monte de criança, ganha pouco, o que ele pode fazê ele faz, dá educação de
escola, pra isso ele é bom, estudô. Agora! Falá que tudo que é ruim a curpa é do professo, é bestera! Se o aluno tem dificurdade pra aprendê – a culpa é do professo, se não sabe taboada – a curpa
é do professô, se reprova de ano – a curpa é do professo. Quá !  detcha pra lá.
Atcho que cada um deve desenvolvê sua parte, quando fala em educação, só o somatório de tudo vai dá resurtado saistifatório.                                                                                                                          Claudete Jaudy – 2010

POESIA DA CASA


Raça

Lá se vai uma raça.
Filhos da terra
Tantas bravuras se deram em sua história.
Ensinaram a plantar, pescar, caçar
Tem o verde como lar
No peito, a verdade do guerreiro.
Não tem ambição.
Só querem pedaço de chão
Onde nascem, criam.
Não tem a tecnologia como padrão de vida.
Não são capitalistas nem comunistas
Mas tem leis que os regem
Sem precisar de ascensão.
Não ferem,
não matam
Defendem apenas sua pátria
No compasso dos seus passos
Fizeram sua tradição
Tornando- se presentes em cada geração.
Chegará certo dia...
Que se
perderão
Na multidão
dos brancos...
 E alguém
perguntará:
- o que é
índio?
- Índio?!...

 Claudete Jaudy